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Falta de dinheiro paralisa aviões da FAB e coloca ministros na fila dos aeroportos

‘Compromete a plena disponibilidade dos meios, trazendo dificuldades ao cumprimento da missão’, diz FAB.

A operação de aviões utilizados para o transporte de ministros e autoridades foi reduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB) por falta de recursos, após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bloquear R$ 2,6 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa.

Atualmente, apenas três aviões de uso oficial estão em operação; outros sete estão parados por falta de combustível e de manutenção, de acordo com apuração da Folha de S.Paulo, publicada nessa quarta-feira (25).

Foto: Paulo Pinto/Agência BrasilAvião da Força Aérea Brasileira
Avião da Força Aérea Brasileira

A FAB confirmou, em nota, que “as restrições orçamentárias ora enfrentadas impactam não apenas o reabastecimento das aeronaves, mas todo o ciclo de operação e manutenção da frota”.

Os efeitos, segundo a FAB, “incluem limitações na aquisição de lubrificantes, peças de reposição e na realização de reparos em motores, o que compromete a plena disponibilidade dos meios, trazendo dificuldades ao cumprimento da missão”.

A apuração indica que ministros e autoridades passaram a utilizar voos comerciais para se deslocarem, em razão da menor quantidade de aeronaves em operação. A legislação permite que titulares de pastas estratégicas, como Justiça, Fazenda, Casa Civil e Defesa, tenham preferência no uso dos jatos, além dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Já os demais ministros precisam aguardar a disponibilidade de uma aeronave — algo que tem se tornado cada vez mais raro, segundo a apuração.

Na quarta-feira, o decreto que tratava do aumento do IOF foi derrubado pelo Congresso. Estima-se que haverá um novo bloqueio orçamentário da ordem de R$ 10 bilhões em decorrência da decisão.

“Sabemos que é, sim, uma derrota para o governo, mas foi construída a várias mãos. Porque a Câmara deu uma votação expressiva, o Senado daria também uma votação expressiva. Acho que agora é hora de conversarmos mais e construirmos as convergências necessárias para o Brasil. Nós mais ajudamos o governo do que atrapalhamos. Acho que nós só ajudamos e, em alguns pontos como esse, nós divergimos”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a votação.

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