Nesse sábado (12), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou nas redes sociais para questionar a falta de providências do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação aos ataques e declarações falsas proferidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em seu desabafo, Bolsonaro relembrou que, ao contrário de episódios anteriores em que foram instaurados inquéritos, censura, decretadas prisões por críticas ao Judiciário, há apenas a inércia diante das falas do petista.
- Tenho mais uma questão aos Senhores Ministros do STF:
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 12, 2025
- É possível que, todos os dias, uma pessoa minta, ataque instituições e destile ódio contra estruturas democraticamente constituídas - e absolutamente nada aconteça?
- No governo anterior, qualquer crítica ou… pic.twitter.com/g7iWonpYAP
“É possível que, todos os dias, uma pessoa minha, ataque instituições e destile ódio contra estruturas democraticamente constituídas. Hoje, diante de alguém que insiste em propagar inverdades continuamente, impera o silêncio”, publicou o ex-presidente.
Na época em que Jair Bolsonaro esteve à frente da Presidência da República, ele foi alvo de diversas ações do STF e Tribunal Superior Eleitoral, sob a justificativa de combater a desinformação. Isso porque o ex-mandatário costumava criticar o sistema eleitoral e as decisões da Corte, o que era considerado o suficiente para abertura de inquéritos e até prisão de apoiadores.
Do contrário, enquanto Lula ataca o governo anterior, e chegou a dizer que “quadrilhas montadas no governo passado” promoveram descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, nada foi feito. Mesmo sem apresentar provas das acusações, o petista não sofre qualquer consequência institucional.
Contrariando a declaração do presidente, a auditoria do Tribunal de Contas da União identificou que o recorde de denúncias sobre os descontos nos benefícios ocorreu em 2023, já na gestão do petista. Pelo menos 35 mil pessoas procuram canais oficiais do INSS para denunciar essa prática.
No mesmo ano também foi registrado aumento nas operações de crédito consignado dentro do INSS, e chegou a R$ 90 bilhões. Além disso, também pesa contra o Governo Lula a blindagem de aliados. Isso porque a Advocacia-Geral da União retirou da lista de bloqueio de bens um sindicato investigado por irregularidades que é presidido pelo irmão de Lula, conhecido como Frei Chico.
Carolina Matta
Ver todos os comentários | 0 |