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AGU pede investigação sobre suspeita de lucro com dólar após tarifa de Donald Trump

O caso pode ser investigado por órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central e o MPF.

Diante da suspeita de possíveis operações financeiras irregulares no Brasil, com uso de informação privilegiada relacionadas ao anúncio da taxação de 50% sobre importações brasileiras, feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Advocacia-Geral da União (AGU) vai solicitar uma investigação para apurar os fatos.

O ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, anunciou o pedido por meio da rede social X, nesse sábado (19). Segundo ele, a atuação de investidores no mercado de câmbio brasileiro, antes e depois do anúncio do governo americano, precisa ser apurada pelas autoridades competentes.

Foto: Wilson Dias/Agência BrasilJorge Messias, advogado-geral da União
Jorge Messias, advogado-geral da União

Um dos primeiros a identificar e expor os indícios nas redes sociais foi o fundador da Tolou Capital Management, Spencer Hakimian. Ele afirma que houve uma compra “ENORME” de dólares e uma venda a descoberto de reais por volta das 13h32 (horário de Nova York), cerca de três horas antes do anúncio oficial da tarifa. Segundo ele, a operação foi encerrada logo após a divulgação, com um lucro estimado entre 25% e 50%.

“A notícia sobre a tarifa foi divulgada antes no Brasil”, escreveu Hakimian. “Alguém claramente se antecipou ao mercado com informação privilegiada”.

O caso pode ser investigado por órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central e o Ministério Público Federal, caso haja comprovação do uso indevido de informação sensível.

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