A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), criada para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), iniciou os trabalhos nesta terça-feira (26). Entre as primeiras tarefas estão a deliberação sobre as normas de funcionamento do colegiado, a votação de requerimentos e as convocações.
Ao abrir a sessão, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), prometeu uma “investigação profunda e apartidária”. Em seguida, como demonstração de consenso entre governistas e oposicionistas, o deputado Duarte Júnior (PSB-MA) foi escolhido, em votação simbólica, como vice-presidente do colegiado.
“Temos um lado, o lado dos aposentados […] Que nesta CPMI a gente possa deixar a ideologia um pouco de lado e focar nas pessoas”, afirmou o deputado durante a reunião.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), também reforçou que será “duro e implacável com todos aqueles que cometeram crimes, independentemente de qual governo tenham participado”. Ele destacou que o inquérito abrangerá quatro gestões: Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (terceiro mandato). “Nesse sentido, buscaremos identificar e punir as organizações criminosas com fortes indícios de tentáculos nos poderes constituídos, no setor empresarial e no mercado financeiro”, disse.
A sessão de abertura foi realizada excepcionalmente nesta terça-feira. As próximas reuniões, no entanto, ocorrerão às segundas e quintas-feiras. Segundo Carlos Viana, os dias foram escolhidos para não coincidir com os dias de plenário no Congresso, evitando que o governo possa obstruir os trabalhos.
Maria Luísa Veloso
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