O esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis envolvendo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) era liderado por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo” ou “João”, e por Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.
De acordo com as investigações, Mohamad é apontado como o “epicentro das operações” e chefe da organização criminosa, que atuava em toda a cadeia produtiva de combustíveis — das usinas até os postos — para realizar fraudes fiscais em larga escala, ocultar patrimônio e lavar bilhões de reais.
No LinkedIn, Mohamad se apresentava como CEO da empresa G8LOG, especializada no transporte rodoviário de cargas perigosas, como combustíveis, e como consultor do grupo Copape, responsável pela formulação de gasolina a partir de derivados de petróleo. Já Roberto, considerado co-líder da organização, administrava as empresas Copape e Aster, adquiridas por Mohamad para serem utilizadas no esquema.
Segundo os investigadores, a estrutura criminosa era dividida entre a gestão operacional das usinas e a gestão financeira e patrimonial. A apuração também apontou que a extensa rede envolvia familiares, sócios, administradores e profissionais cooptados por Mohamad.
Maria Luísa Veloso
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