De forma sigilosa, integrantes do Centrão, sob liderança do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fecharam os termos de um acordo com uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A manobra é uma alternativa à anistia ampla aos condenados por tentativa de golpe de Estado.
Embora negado publicamente pelos ministros da Corte, uma apuração da Folha de S. Paulo apontou que o acordo envolve a votação de um texto para reduzir penas pelos atos golpistas. Além disso, também inclui a garantir que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão, cumpra a pena em regime domiciliar.
O acordo, feito em um encontro às portas fechadas, envolve políticos de partidos do Centrão e pelo menos dois ministros do Supremo. Para homologação das tratativas, é necessário o aval dos apoiadores do ex-presidente a essa negociação.
Anteriormente, o Partido Liberal, ao qual Bolsonaro é filiado, reforçou que só vai aceitar a anistia ampla e irrestrita, e que possa garantir até que o ex-presidente dispute a eleição presidencial de 2026.
Carolina Matta
Ver todos os comentários | 0 |