O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discursou na tarde desta segunda-feira (22) na Conferência Internacional de Alto Nível para discutir a situação da Palestina, ocasião em que acusou Israel de praticar “genocídio” na Faixa de Gaza. Após a declaração, ele voltou a ser criticado por representantes da comunidade judaica brasileira.
Em trecho do pronunciamento, Lula também criticou o veto dos Estados Unidos a um projeto de resolução do Conselho de Segurança que exigiria um cessar-fogo em Gaza. A medida exigia que Israel suspendesse as restrições à ajuda humanitária no enclave, e recebeu 14 votos favoráveis.
“[O conflito entre Israel e Palestina] mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, afirmou o presidente.
A declaração ensejou reação da Confederação Israelita do Brasil (Conib). “Acusar judeus de matar mulheres e crianças deliberadamente é uma das mais antigas acusações antissemitas da história, e Lula faz isso desconsiderando os fatos e a tradição diplomática brasileira de moderação e busca do diálogo”, afirmou a entidade.
Além disso, a Conib elencou que Lula ignorou os ataques do grupo terrorista Hamas contra Israel. “O trágico conflito no Oriente Médio começou há quase dois anos, depois de um ataque bárbaro e genocida de terroristas do Hamas contra civis israelenses, o maior ataque contra judeus desde o Holocausto”, destacou a confederação.
Carolina Matta
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