O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ingressou nas negociações para destravar a aprovação da anistia na Câmara. Ele esteve reunido com lideranças políticas nos dias 2 e 3 de setembro, uma movimentação que teve aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o intuito de pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta (Repulicanos-PB), para dar andamento à pauta.
Entre os encontros, Tarcísio esteve reunido com o deputado Arthur Lira (PP-AL) e pediu para que o ex-presidente da Câmara trabalhasse para que a anistia fosse votada na Casa. Líderes da oposição indicaram que o apoio ao projeto aumentou entre os deputados após a movimentação do governador.
A expectativa do PL, partido de Bolsonaro, é que a proposta seja colocada em votação em até duas semanas, quando o julgamento sobre a suposta tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF) já tenha concluído.
Para finalizar a agenda em Brasília, o governador de SP se reuniu em um jantar com Hugo Motta, o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira, e o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira. Essa pressão sobre Motta se intensificou após partidos do Centrão, como o União Brasil e PP, declararem apoio ao texto da anistia. Nesta semana, a federação União Progressista anunciou a saída da base do governo Lula (PT).
O projeto também tem o apoio do PL, Novo, Republicanos, e de parte das bancadas do PSD e do MDB. O assunto em torno da votação da anistia deve ganhar mais força na próxima reunião de líderes da Câmara, prevista para acontecer nesta terça-feira (09). Apesar disso, Motta declarou nesta quinta-feira (04) que ainda não há decisão sobre levar o projeto ao Plenário.
Carolina Matta
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