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Lula publica nota em memória ao Holocausto após Flávio Bolsonaro chamá-lo de antissemita

“É preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano", disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta quarta-feira (27) uma nota em memória das vítimas do Holocausto, horas depois de o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusá-lo de antissemitismo durante um evento em Israel.

Em sua manifestação, Lula ressaltou que “é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano” e destacou que “o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças que construíram essa grande tragédia do século XX”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilLula
Lula

O presidente ainda classificou o momento como “um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”.

Flávio Bolsonaro e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participaram da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Knesset, Parlamento israelense. Durante o evento, o senador afirmou que “sob o governo do presidente Lula, a política brasileira sofreu uma profunda falha moral. Deixe-me ser bem claro: Lula é antissemita. Isso não é um slogan, nem exagero; baseia-se em suas ideias, seus assessores, suas palavras e suas ações”.

Em 2024, Lula havia sido declarado “persona non grata” pelo Governo de Israel após comparar a ofensiva militar do país contra o grupo terrorista Hamas às mortes de judeus no Holocausto. Flávio Bolsonaro encerrou seu discurso com uma provocação: “Se Deus quiser, o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel”.

Confira abaixo a íntegra da nota de Lula

“Hoje – Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto – é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano. E lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída.

Ainda em 2004, em encontro com Israel Singer, do Congresso Judaico Mundial, assinei a petição à ONU para instituir o 27 de janeiro – referente ao dia em que as atrocidades do campo de concentração de Auschwitz foram reveladas – como uma data oficial.

Um dia de recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo. Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações.”

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