O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá estabeleceu prazo de 48 horas para que a Petrobras e o Ibama apresentem esclarecimentos sobre um vazamento de fluido de perfuração registrado no último fim de semana na costa do estado. O episódio ocorreu durante atividades no poço Morpho, localizado na Margem Equatorial, a cerca de 175 quilômetros do litoral amapaense e a aproximadamente 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.
Segundo a Petrobras, o vazamento foi identificado em duas linhas auxiliares conectadas à sonda utilizada na perfuração do poço. A estatal informou que a ocorrência foi contida em curto intervalo de tempo e que não houve continuidade do derramamento. O Ibama confirmou que o fluido envolvido é biodegradável e apresenta baixo nível de toxicidade, conforme dados técnicos apresentados à fiscalização ambiental.
Em comunicado, o MPF informou que requisitou, com urgência, informações detalhadas das duas instituições sobre as circunstâncias do vazamento. O órgão também solicitou o envio de documentos técnicos relacionados ao ocorrido, incluindo relatórios operacionais e medidas adotadas após a identificação do problema, com o objetivo de acompanhar os desdobramentos e os procedimentos executados na área de perfuração.
A Petrobras afirmou que as linhas atingidas foram trazidas à superfície para avaliação técnica e realização de reparos antes da retomada das atividades. A perfuração do poço foi interrompida pelo período necessário para a correção do problema. Em nota, a empresa declarou que não há falhas na sonda nem no poço e que ambos permanecem em condições de segurança, sem impacto à integridade da operação.
A perfuração no poço Morpho teve início em outubro do ano passado e integra um teste exploratório na região da foz do Rio Amazonas, área considerada estratégica para a ampliação de reservas de petróleo. A Margem Equatorial ganhou destaque após um período de demora na concessão da licença ambiental pelo Ibama, que exigiu garantias adicionais, planos de contingência e esclarecimentos técnicos, em razão da sensibilidade ambiental da região.
Davi Fernandes
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