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Flávio Bolsonaro aponta ruptura na democracia brasileira em entrevista a canal francês

O senador fez duras críticas ao cenário político brasileiro e afirmou que o país não vive uma democracia.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, concedeu entrevista nesta segunda-feira (9) à emissora francesa CNews TV, uma das principais redes de notícias da França. Falando diretamente ao público europeu, ele fez duras críticas ao cenário político brasileiro e afirmou que o país não vive uma democracia plena.

“É muito importante que todos os franceses tenham conhecimento de que o Brasil hoje não vive uma democracia plena. O presidente Bolsonaro foi condenado por seus próprios inimigos”, declarou o senador durante a entrevista.

Foto: Bruno Peres/Agência BrasilFlávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro está em viagem por diferentes países com o objetivo de buscar apoio internacional à sua pré-candidatura. Em Israel, ele participou da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Knesset, o Parlamento israelense, ocasião em que acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de antissemitismo.

Ao tratar da conjuntura política interna, o senador citou o esquema de supostas fraudes em descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sem citar nominalmente, ele fez referência a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. “O Brasil passa hoje por graves acusações de roubo de aposentados do nosso sistema previdenciário, sendo que é acusado de desviar dinheiro o próprio filho do presidente Lula”, afirmou.

Apontado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como seu sucessor político para as eleições de 2026, Flávio classificou o atual governo brasileiro como de “extrema esquerda” e ampliou as críticas ao cenário europeu, avaliando de forma negativa a gestão do presidente francês Emmanuel Macron.

“O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda. Assim como a França, acredito, não aguenta mais um mandato de um governo de extrema incompetência como o de Emmanuel Macron, que tem feito tanto mal a este país”, disse.

A política ambiental também foi abordada durante a entrevista. Segundo o senador, a preservação da Amazônia teria sido maior durante o governo Bolsonaro. “A região amazônica foi preservada durante o governo do presidente Bolsonaro, e agora, no atual governo do presidente Lula, a Amazônia sofreu três anos consecutivos de recorde de queimadas”, declarou.

Questionado sobre a relação entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Flávio Bolsonaro minimizou o aspecto ideológico e ressaltou a importância estratégica do Brasil no cenário internacional. “O presidente Trump sabe que o Brasil tem uma posição muito estratégica na geopolítica mundial hoje. Por isso, precisa ter boas relações com o Brasil, independentemente de quem seja o presidente da República”, concluiu.

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