O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar irregularidades no Banco Master já reúne 280 assinaturas entre deputados e senadores. Em entrevista ao programa Faroeste à Brasileira, nesta terça-feira (3), ele disse que aproveitou o período de recesso parlamentar para intensificar a articulação em busca de apoio. O total ultrapassa com ampla margem o mínimo necessário para a instalação da comissão, que é de 171 deputados e 27 senadores.
Segundo Jordy, muitas propostas de CPMI sequer alcançam o número mínimo exigido, o que torna o volume de adesões obtido um indicativo da gravidade do caso. O parlamentar afirmou que pretende protocolar o requerimento assim que os trabalhos legislativos forem retomados. Para ele, o apoio conquistado — próximo à metade do Congresso — reflete a reação dos parlamentares diante das denúncias de fraudes bilionárias envolvendo a instituição financeira.
O deputado também avaliou que o elevado número de assinaturas dificulta qualquer tentativa do governo de impedir o avanço das investigações. Ao comentar a posição de partidos da base governista, Jordy disse que parlamentares alinhados ao Palácio do Planalto optaram por não apoiar formalmente a CPMI.
Questionado sobre a postura de integrantes da esquerda, ele mencionou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que anteriormente havia manifestado simpatia pela apuração, mas não assinou o requerimento apresentado pela oposição. Em tom crítico, Jordy afirmou ao programa que a ausência de apoio demonstra contradição no discurso de quem, segundo ele, já havia defendido publicamente a investigação.
Rodrigo Mendes
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