O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (13), após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios.
De acordo com boletim médico divulgado pela unidade hospitalar, exames laboratoriais e de imagem confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa. O ex-presidente está recebendo antibióticos por via venosa e passa por tratamento clínico com suporte não invasivo, sob monitoramento constante da equipe médica.
Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro informou nas redes sociais que o pai havia passado mal ainda pela manhã. Segundo ele, o ex-presidente acordou com fortes calafrios e apresentou episódios de vômito antes de ser encaminhado para avaliação médica. Na publicação, o parlamentar pediu orações e disse esperar que o problema de saúde não fosse grave.
Relatos iniciais indicam que o mal-estar começou ainda durante a madrugada e se agravou ao longo da manhã, levando à decisão de transferi-lo para atendimento hospitalar após a constatação de queda nos níveis de oxigênio no sangue.
Em conversa com a imprensa, o médico Brasil Caiado afirmou que esta é a pneumonia mais intensa já registrada em Bolsonaro. Ele explicou que o quadro pode estar relacionado a uma esofagite crônica enfrentada pelo ex-presidente. Segundo o médico, Bolsonaro faz uso diário de sete medicamentos voltados exclusivamente para o trato digestivo. Caiado também informou que ainda não há previsão de alta.
O ex-presidente permanece internado na UTI sob acompanhamento médico e está sendo acompanhado pela esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O boletim foi assinado pelos médicos Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, coordenador da UTI geral, e Allisson B. Barcelos Borges, diretor-geral da unidade.
Bolsonaro está detido no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, desde janeiro deste ano, onde cumpre pena após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
Rodrigo Mendes
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