O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) afirmou nesta sexta-feira (6) que apresentou um requerimento para convocar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Segundo o parlamentar, a iniciativa foi motivada por mensagens atribuídas ao celular do banqueiro Daniel Vorcaro que, de acordo com ele, indicariam uma relação próxima entre o empresário e o ministro da Corte.
Em declaração divulgada nas redes sociais, Kataguiri disse que pretende questionar Moraes diretamente sobre o suposto vínculo com Vorcaro e sobre eventuais desdobramentos do caso. Ao comentar o requerimento apresentado à comissão, o deputado afirmou que considera necessário ouvir o ministro para esclarecer as informações divulgadas. “Apresentei a convocação do ministro Alexandre de Moraes para depor na CPMI do INSS. Chegou a hora de enfrentá-lo cara a cara e questioná-lo sobre todo o seu envolvimento nesse escândalo”, declarou.
O parlamentar também pediu que o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), inclua o requerimento na pauta de votação o mais rápido possível. Kataguiri argumentou que, por se tratar de uma comissão parlamentar mista, o colegiado possui prerrogativas para convocar autoridades a prestar esclarecimentos. A decisão sobre a análise do pedido depende da inclusão do requerimento na agenda de votações da comissão.
A CPMI do INSS investiga suspeitas de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. Como outras comissões parlamentares de inquérito, o colegiado possui poderes de investigação semelhantes aos de autoridades judiciais, podendo convocar testemunhas, requisitar documentos e solicitar informações a órgãos públicos e privados.
Procurado para comentar o pedido de convocação, Moraes afirmou que não manteve as conversas mencionadas nas mensagens atribuídas a Vorcaro. Segundo o ministro, a informação seria uma “ilação mentirosa” com o objetivo de atacar o Supremo Tribunal Federal. A reportagem solicitou posicionamento adicional, mas não havia recebido nova resposta até a última atualização.
Davi Fernandes
Ver todos os comentários | 0 |