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Nikolas Ferreira aciona PGR e pede que analise prisão preventiva de Moraes

O parlamentar afirma que há indícios de uma eventual relação entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta sexta-feira (6) solicitando que o órgão avalie a possibilidade de prisão preventiva do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

No ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o parlamentar afirma que há indícios de uma eventual relação entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras.

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos DeputadosDeputado Nikolas Ferreira
Deputado Nikolas Ferreira

Segundo Nikolas Ferreira, informações divulgadas pela imprensa sobre mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro sugerem possíveis interações que, na avaliação dele, precisam de esclarecimento institucional para preservar a confiança pública nas instituições.

No documento obtido pelo colunista Paulo Cappeli, o deputado pede que a PGR adote medidas investigativas cabíveis caso surjam indícios de crimes, como obstrução de Justiça ou interferência indevida em investigações.

Foto: Luiz Silveira/STFAlexandre de Moraes
Alexandre de Moraes

O parlamentar também afirma que, caso as apurações indiquem risco à ordem pública, à instrução processual ou à aplicação da lei penal, a Procuradoria deve avaliar a adoção de medidas cautelares mais gravosas, incluindo a eventual decretação de prisão preventiva.

Mensagens investigadas

As suspeitas surgiram após a Polícia Federal identificar, em celular apreendido de Daniel Vorcaro, mensagens que teriam sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes horas antes da primeira prisão do empresário, em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando ele tentava embarcar para Dubai.

Foto: ReproduçãoDaniel Vorcaro
Daniel Vorcaro

De acordo com os registros, Vorcaro teria enviado uma mensagem afirmando que tentou agir para “salvar”, em referência à venda do Banco Master, e perguntando ao ministro se havia “alguma novidade”.

Em nota, Moraes negou ter trocado mensagens com o empresário e classificou as publicações como uma “ilação mentirosa”.

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