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Relatório da CPI do Crime Organizado aponta suspeitas de exploração sexual em festas de Daniel Vorcaro

Documento cita mensagens, vídeos e possível envolvimento de autoridades em cerca de 300 festas.

O relatório final da CPI do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) nesta terça-feira (14), traz indícios de exploração sexual em eventos organizados por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. De acordo com o documento, o banqueiro teria reconhecido a realização de aproximadamente 300 festas desse tipo, com presença de autoridades.

“O próprio Vorcaro admitiu, em mensagens trocadas com sua então noiva Martha Graeff, que as festas faziam parte de seu ‘business’ e que teria organizado cerca de 300 eventos desse tipo”, diz trecho do documento que será votado pelos parlamentares. Os indícios surgiram a partir da CPMI do INSS, que acessou dados do celular de Vorcaro. Segundo as informações, foram localizados vídeos, conversas e arquivos que indicariam o aliciamento de mulheres estrangeiras para participação nos eventos.

Foto: DivulgaçãoDaniel Vorcaro
Daniel Vorcaro

“A CPMI do INSS, que também apurou aspectos do caso, obteve acesso a aproximadamente 400 gigabytes de arquivos extraídos do celular e do armazenamento em nuvem de Vorcaro, incluindo vídeos de teor íntimo, imagens de passaportes de mulheres estrangeiras, inclusive europeias, e registros de festas privadas em Brasília e em Trancoso”, diz trecho.

“Há, portanto, indícios de crimes relacionados a tráfico internacional de pessoas e exploração sexual, especialmente considerando as condições de recrutamento, transporte e hospedagem das mulheres envolvidas”. O texto, previsto para votação na manhã desta terça, solicita o indiciamento dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

O senador Alessandro Vieira também menciona possível crime de omissão por parte do procurador-geral da República, Paulo Gonet. No relatório, o parlamentar sustenta que a CPI enfrentou “flagrante limitação de recursos”, agravada por “expressivas barreiras políticas e institucionais” que surgiram à medida que investigações passaram a envolver figuras de destaque da República.

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