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Caso Miguel: TJ rejeita recurso de Sari Corte Real e mantém condenação de 7 anos de prisão

Decisão da segunda instância rejeitou recurso da defesa; mãe afirmou que seguirá cobrando justiça.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) manteve, nesta quinta-feira (21), a condenação de Sari Corte Real a 7 anos de prisão pela morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos, que caiu do 9º andar de um prédio de luxo no Recife, em junho de 2020.

A decisão foi tomada pela Seção Criminal do TJ-PE, que rejeitou, por seis votos a cinco, os embargos infringentes apresentados pela defesa da ex-primeira-dama de Tamandaré. O recurso buscava reduzir a pena para 6 anos de prisão em regime aberto.

Foto: Reprodução/WhatsAppSari Corte Real
Sari Corte Real

Com o resultado, o caso encerra a fase de recursos em segunda instância. A defesa ainda poderá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o TJPE, cinco desembargadores votaram a favor da redução da pena. Outros cinco defenderam a manutenção da condenação. O voto de desempate foi dado pelo presidente da Seção Criminal, desembargador Mauro Alencar de Barros, que decidiu pela rejeição do recurso. A defesa de Sari informou que pretende recorrer novamente da decisão, mas não detalhou qual medida jurídica será adotada.

“Vencemos mais uma etapa”, diz mãe de Miguel

Após o julgamento, Mirtes Renata, mãe de Miguel, comentou a decisão em uma transmissão nas redes sociais. Segundo ela, o resultado representa mais um avanço na busca por justiça pela morte do filho. “Foi um julgamento bem longo, mas a gente conseguiu dar mais um passo. A gente venceu mais uma etapa”, afirmou.

Mirtes também destacou que acompanhou toda a sessão virtual ao lado da mãe e da advogada da família. Segundo ela, ouvir novamente as discussões sobre o caso foi “bem difícil”. “Foi um momento bem preocupante. Foi bem difícil escutar tudo aquilo, mas é importante ouvir as fundamentações”, declarou.

Mirtes ainda afirmou que Sari continuará em liberdade enquanto houver possibilidade de novos recursos. “Ainda cabe recurso e ela vai ter o privilégio de recorrer em liberdade”, comentou.

Relembre o caso

Miguel Otávio morreu em 2 de junho de 2020 após cair do 9º andar de um edifício de luxo no Recife. Na época, a mãe da criança trabalhava como empregada doméstica para Sari Corte Real.

Segundo as investigações, Sari deixou o menino sozinho no elevador enquanto a mãe dele passeava com o cachorro da família. A criança subiu desacompanhada até um andar superior e caiu do prédio.

Foto: Reprodução/FacebookMiguel Otávio Santana da Silva
Miguel Otávio Santana da Silva

O caso ganhou repercussão nacional e se tornou símbolo de debates sobre desigualdade social, racismo estrutural e relações de trabalho doméstico no Brasil.

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