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Estados Unidos suspendem vendas de armas para Taiwan em meio a operações no Irã

Medida busca garantir estoque militar americano durante ações no Oriente Médio.

O secretário interino da Marinha dos Estados Unidos afirmou na quinta-feira (21) que a venda de armas para Taiwan está temporariamente suspensa. Segundo ele, a medida foi adotada para assegurar que as forças armadas americanas mantenham munição suficiente durante as operações militares no Irã. A declaração foi feita durante uma audiência no Congresso americano. Ao ser questionado sobre um pacote de venda de armamentos avaliado em US$ 14 bilhões destinado a Taiwan, o secretário interino Hung Cao explicou que a paralisação ocorre “para garantir que tenhamos a munição necessária para a Operação Epic Fury”.

“Estamos apenas nos certificando de que temos tudo; as vendas militares para o exterior serão tomadas quando o governo julgar necessário”, continuou o secretário, sem informar quando esse tipo de negociação poderá ser retomado. Até o momento, o Departamento de Estado e o Pentágono não comentaram as declarações feitas por Cao.

Foto: Reprodução/InstagramDonald Trump
Donald Trump

O presidente Donald Trump também ainda não confirmou se pretende avançar com a venda dos armamentos, o que aumentou as dúvidas sobre o posicionamento dos Estados Unidos em relação ao apoio militar a Taiwan, território reivindicado pela China. Antes de viajar para a China, Trump declarou que discutiria o tema da venda de armas com o presidente chinês Xi Jinping. A fala indicou uma possível mudança na postura tradicional de Washington, que historicamente evita consultar Pequim sobre esse tipo de decisão.

Mais tarde, o republicano afirmou que não assumiu compromissos com Xi Jinping envolvendo Taiwan, mas garantiu que deve anunciar uma decisão sobre a venda de armas em breve. Oficialmente, os Estados Unidos reconhecem apenas Pequim como governo chinês. Ainda assim, a legislação americana determina o fornecimento de armamentos para a defesa de Taiwan.

A China, por sua vez, afirma que pretende reintegrar Taiwan ao seu território, inclusive com possibilidade do uso da força. Nos últimos anos, a pressão militar chinesa sobre a ilha aumentou significativamente.

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