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Equipe de Oxford nos EUA prepara testes de vacina contra ebola durante surto

Primeiros testes em humanos podem começar nos próximos meses, segundo pesquisadores.

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, trabalham para agilizar o desenvolvimento de uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo atual avanço da doença na República Democrática do Congo e em Uganda. De acordo com a equipe envolvida no projeto, os primeiros ensaios clínicos em humanos poderão ser iniciados dentro de dois a três meses, caso as próximas fases ocorram conforme o planejado. No momento, os testes em animais já estão em andamento.

O imunizante utiliza a mesma plataforma tecnológica empregada na vacina contra a Covid-19 criada pela universidade em parceria com a AstraZeneca. “Esperamos ter doses clínicas, se necessário, dentro de dois a três meses, se tudo correr bem”, afirmou Teresa Lambe, chefe de Imunologia de Vacinas do Instituto de Ciências da Pandemia da Universidade de Oxford, em coletiva de imprensa.

Foto: OpenAIVírus Nipah
Vírus Nipah

O avanço das pesquisas acontece em meio ao crescimento do surto de ebola na África Central. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a situação como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, o nível máximo de alerta da entidade. A maior concentração de casos está na República Democrática do Congo, que enfrenta atualmente sua 17ª epidemia da doença. Uganda também confirmou sete registros relacionados ao surto.

Até o momento, mais de 900 casos suspeitos seguem sob monitoramento. O número de mortes na região já passa de 139, considerando casos suspeitos e confirmados. Além da rápida disseminação do vírus, autoridades sanitárias enfrentam obstáculos para conter a doença em determinadas áreas devido à desconfiança de parte da população em relação às equipes médicas.

Atualmente, não há vacina nem tratamento aprovado especificamente para a cepa Bundibugyo do ebola. Embora já existam imunizantes contra outras variantes do vírus, eles não são considerados eficazes contra o surto atual. Além da vacina desenvolvida por Oxford, outros tratamentos e imunizantes experimentais também estão sendo analisados, incluindo medicamentos antivirais utilizados anteriormente no combate à Covid-19.

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