A Polícia Federal (PF) ainda não concluiu a perícia de três celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, principal alvo da Operação Compliance Zero. Além dos aparelhos, os investigadores também precisam analisar cerca de 60 dispositivos eletrônicos apreendidos durante a investigação, o que pode estender os trabalhos até 2027.
A prisão de Vorcaro ocorreu na noite anterior à primeira fase da operação, em 18 de novembro de 2025, quando ele tentava deixar o país. Segundo a PF, a ação impediu que os investigados apagassem conversas. Após a recusa do ex-banqueiro em fornecer as senhas dos aparelhos, os peritos utilizaram softwares forenses para acessar os dados, recuperando mensagens que embasam suspeitas de fraude bilionária, lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos.
Apreensões de Vorcaro
Ao todo, a PF apreendeu oito celulares utilizados por Vorcaro em três operações. Cinco aparelhos já foram periciados total ou parcialmente. O primeiro celular, apreendido no momento da prisão, concentra a maior parte das provas e revelou uma rede de contatos com integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e do Judiciário.
As investigações também apontam o envolvimento de familiares de Vorcaro, a atuação dos grupos "A Turma" e "Os Meninos" e possíveis pagamentos a policiais e servidores públicos por informações privilegiadas. A defesa do ex-banqueiro nega as acusações. A PF ainda analisa arquivos que fariam referência a conversas com o ministro Alexandre de Moraes, que nega os diálogos.
Juliana Andrade
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