GP1

Coronavírus no Piauí

Vigilância Sanitária aprova EPIs antes de distribuição no Piauí

A Divisa também está controlando a qualidade das máscaras “Faceshield”.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), por meio da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), tem feito uma verificação rigorosa da qualidade dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que estão sendo distribuídos para a Rede Hospitalar do Estado do Piauí, destinados à proteção dos profissionais de saúde da linha de frente no combate à pandemia.

Até agora, já foram distribuídos 48.149 aventais; 256.936.624 unidades de luvas; 47.400 toucas; 19.810 unidades de propés; 1.661 óculos de proteção; 299.300.000 máscaras cirúrgicas descartáveis e 16.053 máscaras N95.

De acordo com a diretora da Divisa, Tatiana Chaves, todo o material só é distribuído depois que é testado pela Vigilância. “Os EPIs que são confeccionados de maneira artesanal como máscaras, são distribuídos para setores que oferecem menos riscos de contaminação, como asilos e serviços de nutrição”, afirma.

A diretora explica que, no processo de testagem dos equipamentos, os aventais seguem rigorosamente a gramatura TNT80, que garante a impermeabilidade necessária para os profissionais. “O teste é feito pra saber se passa alguma partícula através do avental. Do contrário, ele não é distribuído para os hospitais da área Covid-19. O material vai para setores sem riscos de contaminação”, revela. O TNT é considerado um nãotecido, feito de 100% de polipropileno, de gramatura 80grs/m, indicado para máscaras cirúrgicas e aventais.

No caso das máscaras que são entregues aos profissionais nos hospitais feitas com TNT na parte externa e com material filtrante SMS na parte interna. O nãotecido SMS Grau Médico é composto de fibras 100% polipropileno. “O material passa ainda pelo controle do CCIH (Centro de Controle de Infecção Hospitalar) de cada hospital. Depois disso, é que são distribuídos”, enfatiza a Tatiana Chaves.

A Divisa também está controlando a qualidade das máscaras “Faceshield”, que são aquelas feitas com acrílico e protegem todo o rosto do profissional. “Não estamos orientando a desinfecção e reutilização dos EPIs porque não tem nota na Anvisa que determine isso, então todos estão sendo descartados”, explica Tatiane Chaves.

Segundo a diretora, apenas as máscaras N95 e PFF2 são recomendadas serem reutilizadas pelos mesmos profissionais. A PFF2 tem uma eficiência mínima de 94%. “Mas só recomendamos essa reutilização quando a material está íntegro. Elas devem ser guardadas em sacos de papel, identificadas com o nome do profissional e é responsabilidade desse profissional a verificação dessa integridade do material para sua reutilização”, esclarece a diretora.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2021 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.