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Coronavírus no Piauí

Piauí foi o segundo estado do Nordeste que recebeu menos doses da Coronavac

Foram entregues 61.160 doses para ser distribuídos no estado que possui 3.281.480 de população estimada em 2020, segundo o IBGE.

O Piauí foi o segundo estado do Nordeste que menos recebeu doses da vacina Coronavac, contra a covid-19 (novo coronavírus). Elas foram entregues, na segunda-feira (18), em Guarulhos, São Paulo.

Foram entregues 61.160 doses para ser distribuídos no estado que possui 3.281.480 de população estimada em 2020, segundo o IBGE.

O estado que mais recebeu doses da vacina foi o Rio Grande do Norte que possui 252.685 habitantes a mais que o Piauí. O levatamento feito pelo GP1 levou em consideração a população de cada um dos nove estados.

Confira abaixo quantas doses cada estado vai receber


Veja quanto cada estado vai receber
Veja quanto cada estado vai receber

Povo indígena

O Piauí possui cerca de 6 mil índios, no entanto, apenas 40 doses da Coronavac foram enviadas para essa população no estado.

Critérios para distribuição da vacina

De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição de 6 milhões de doses da Coronavac, iniciou na segunda-feira (18), com uma nova regra: estados mais afetados pela pandemia receberão uma porcentagem extra de vacinas, considerando uma "taxa de risco".

“Eu determinei que houvesse uma taxa de risco colocada na distribuição para que um estado que tivesse mais risco [da pandemia] pudesse ter algo mais de entregas. E, o que estivesse com menos risco pudesse ter a quantidade necessária para iniciar o trabalho”, afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em coletiva no domingo (17).

A pasta, no entanto, não especificou quais os critérios específicos colocam uma cidade ou estado dentro da taxa de risco. Dessa forma, a estratégia de distribuição das doses, além de considerar o tamanho das populações, também leva em conta o tipo de risco a que estão expostos.

Uso emergencial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, no domingo (17), o uso emergencial da Coronavac e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca.

A reunião extraordinária que teve início às 10h10 e terminou às 15h20, contou com a votação de cinco diretores: Meiruze Sousa Freitas (relatora); Antonio Barra Torres (diretor-presidente); Cristiane Rose Jourdan Gomes (médica e bacharel em direito); Romison Rodrigues Mota - substituto (servidor da Anvisa); e Alex Machado Campos (advogado).

A diretora da Anvisa e relatora, Meiruze Freitas, votou pela aprovação e destacou que é preciso que o Butantan assine um termo de compromisso para apresentar dados de imunogenicidade da vacina até 28 de fevereiro (os relatórios sobre o tema foram considerados insuficientes). O termo assinado deve ser publicado em Diário Oficial para que a autorização seja válida.

Já a decisão sobre a vacina de Oxford vale apenas para o uso das 2 milhões de doses que o governo ainda tenta importar da Índia. A decisão valeria após a publicação de extrato ou "ciência oficial" via ofício.

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