Fechar
GP1

Eleições 2026

Augusto Cury defende fim da indicação presidencial ao STF

Nas redes sociais, Augusto Cury tem se apresentado como uma alternativa ao cenário político polarizado.

O escritor e psiquiatra Augusto Cury, que lançou pré-candidatura à Presidência pelo Podemos, defendeu mudanças estruturais no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de reduzir o que classifica como um “superpoder”.

Entre as principais propostas está o fim das indicações de ministros pelo presidente da República. Segundo Cury, a composição da Corte deveria passar a contar majoritariamente com magistrados de carreira, além de representantes do Ministério Público e da advocacia, indicados por entidades de classe.

Foto: ReproduçãoEscritor e psiquiatra Augusto Cury
Escritor e psiquiatra Augusto Cury

“Dois terços têm que ser da magistratura, dois ou três do Ministério Público e um advogado, não mais escolhido pelo presidente. Quem vai escolher são as associações dos magistrados, dos promotores e também a OAB no caso dos advogados”, afirmou em entrevista concedida neste sábado (2) ao Correio Braziliense.

O pré-candidato também defende a criação de mandatos de oito anos para os ministros, com o argumento de promover renovação no tribunal, além da fixação de idade mínima de 50 anos para assumir o cargo. Outra proposta é a restrição às transmissões ao vivo dos julgamentos, medida que, segundo ele, reduziria a “espetacularização” das decisões.

Cury afirmou ainda que o STF precisa passar por mudanças para evitar a concentração de poder. “O STF tem que mudar, não pode ser um superpoder”, declarou.

Nas redes sociais, Augusto Cury tem se apresentado como uma alternativa ao cenário político polarizado. O lançamento de sua pré-candidatura ocorreu sem sinais prévios de envolvimento com a política partidária.

“O Brasil está radicalmente polarizado, o país está adoecido. As pessoas não conseguem perceber que opositores não são inimigos”, afirmou.

O debate sobre reformas no Judiciário ganhou força após repercussões do chamado caso Master, investigado pela Polícia Federal (PF), que apontou relações entre o empresário Daniel Vorcaro e ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Nesse cenário, o Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo — fato inédito em mais de um século. Com a decisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a integrar a lista de chefes do Executivo que tiveram indicações barradas, ao lado de Floriano Peixoto.

As propostas de Cury se inserem nesse contexto de discussão mais ampla sobre o papel e o funcionamento das instituições do Judiciário no país.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.