O brasileiro Marcus D'Almeida fez mais uma ótima atuação no Mundial de Tiro com Arco 2025, sendo vice-campeão da etapa do recurvo individual, em Gwangju, na Coreia do Sul. Na ocasião, o atleta teve um duelo acirrado contra o espanhol Andrés Temiño, na madrugada desta quinta-feira (11). O embate foi disputado ponto a ponto, sendo decidida na "flecha da morte". Com o resultado, ele conquistou medalha pela terceira vez consecutiva.
Na grande final, a medalha de ouro não veio por pouco, com arqueiros fazendo um duelo bastante disputado que terminou em 5 a 5, levando a decisão para a "flecha da morte", onde quem fizesse a maior pontuação, seria o campeão. Foi nesta hora que Andrés Temiño levou a melhor, acertando um tiro de nove e outro de 10, e subindo no lugar mais alto do pódio.
“Vice-campeão mundial. Três medalhas seguidas em campeonatos mundiais. O ouro não veio por pouco na flecha da morte, não fui tão preciso, mas estou feliz demais com o meu resultado. Foi um campeonato mundial que começou com muitas mudanças. No primeiro dia de treinamento, a lâmina do meu arco principal quebrou. Decidi então trocar a lâmina por outro modelo e também substituir o arco reserva por um completamente novo”, publicou Marcus D'Almeida em suas redes sociais.
Mesmo sem o título, Marcus D'Almeida teve uma trajetória marcante, consolidando-se como um dos maiores nomes de sua geração. Ele eliminou o sul-coreano Kim Woo-jin, atual campeão olímpico e seu algoz no Mundial de 2021. Em sua campanha, o brasileiro teve um desempenho quase perfeito: superou sem dificuldades o holandês Senna Roos nas oitavas, venceu o canadense Eric Peters nas quartas e bateu o italiano Matteo Borsani na semifinal.
Além do bom desempenho individual, Marcus D'Almeida também conquistou um marco histórico para o tiro com arco brasileiro. Na ocasião, ficou na quarta colocação por equipes, ao lado de Matheus Ely e Matheus Gomes — o melhor resultado do país na história da categoria.
Esta é a terceira vez consecutiva que Marcus D'Almeida sobe ao pódio no Mundial de Tiro com Arco, competição realizada a cada dois anos. O brasileiro ocupa atualmente a terceira posição no ranking do recurvo masculino e já havia conquistado a prata em 2023 e o bronze em 2021. “Cheguei à final do Campeonato Mundial. Um combate apertado, decidido na flecha de morte. Por centímetros, ele ficou com o título. Foi um ano de muitas mudanças, muitos aprendizados e grandes vitórias”, publicou o atleta.
Paulo Vitalino
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