O assassinato de Eumar Vaz, torcedor do Vasco, morto a facadas dentro de um ônibus em Samambaia, no último domingo (21), foi relatado por testemunhas como uma cena de violência extrema. Segundo relatos, a vítima foi alvo de facadas, socos, chutes, pauladas e tapas, ficando inconsciente durante o ataque.
De acordo com o motorista do coletivo da linha 812.1, da empresa Urbi, que fazia o trajeto QNQ/QNR – Recanto das Emas, cerca de 20 torcedores do Flamengo embarcaram pouco antes do crime. Um deles portava uma faca “tipo açougueiro” e outro carregava um pedaço de pau. Testemunhas afirmam que, ao notar a entrada de Eumar no veículo vestindo a camisa do Vasco, o grupo passou a exigir que ele retirasse a peça. Diante da recusa, começou a agressão.
O vascaíno foi empurrado contra o painel do ônibus e brutalmente espancado. Em seguida, recebeu ao menos quatro golpes de faca. Mesmo ferido, ainda conseguiu se sentar ao lado do motorista, mas seu estado rapidamente se agravou. O condutor tentou intervir, mas também foi hostilizado pelos agressores e precisou sair do ônibus para pedir socorro.
As câmeras de segurança do veículo registraram toda a sequência de violência, incluindo a movimentação do homem que empunhava a faca. Segundo a descrição de testemunhas, o autor das facadas aparentava ter entre 20 e 22 anos, era magro, de cabelos castanhos médios e vestia camisa do Flamengo branca e vermelha. Outros suspeitos também foram identificados pelas características físicas e pelas roupas utilizadas, entre elas camisas com a inscrição “Torcida Jovem”.
Rodrigo Mendes
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