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Vetos de Lula frustram SAFs e mantêm alta tributação nos clubes brasileiros

Com os vetos, clubes com modelo SAF terão uma carga de impostos 20% maior do que previsto antes.

O Governo Federal concluiu a sanção da reforma tributária sem acatar as mudanças aprovadas pelo Congresso que previam redução de impostos para as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Com a decisão, ficou definida uma alíquota de 6% sobre a receita bruta a partir de 2027, percentual superior ao que havia sido estabelecido pelos parlamentares. Na prática, clubes que adotaram o modelo SAF, como Cruzeiro, Botafogo e Atlético Mineiro, terão uma carga cerca de 20% maior do que a prevista originalmente pelo Legislativo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também vetou a proposta que igualava a tributação dos clubes associativos à das SAFs. Com isso, equipes que mantêm o modelo tradicional — como Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras — seguirão submetidas a uma carga tributária mais elevada.

Os vetos causaram insatisfação no setor esportivo e preservaram uma diferença significativa entre os dois formatos de gestão. Com a adoção do novo sistema de tributação sobre o consumo, a estimativa é que os clubes associativos passem a pagar cerca de 15% de impostos, valor bem acima da alíquota definida para as SAFs.

As regras só passam a valer em 2027, e ainda há possibilidade de mudança, já que o Congresso Nacional pode analisar e eventualmente derrubar os vetos presidenciais.

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