O prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani, defendeu nesta terça-feira (9) a decisão de nomear o assaltante condenado Mysonne Linen, de 49 anos, para sua equipe de transição. A escolha foi anunciada em 26 de novembro pela organização de justiça social Until Freedom, da qual Linen é um dos líderes.
Linen cumpriu sete anos de prisão por dois roubos à mão armada cometidos na década de 1990. Condenado em 1999 por assaltar taxistas no Bronx, ele foi apontado pelos promotores como integrante de um grupo que agrediu o motorista Joseph Exiri em 1997 e assaltou, com arma de fogo, o taxista Francisco Monsanto em 1998. Ambos reconheceram o acusado durante o julgamento.
Questionado sobre a indicação, Mamdani afirmou que sua administração pretende considerar “todas as experiências” dos nova-iorquinos na formulação de políticas públicas, incluindo as de pessoas que passaram pelo sistema prisional. “Reunimos uma equipe de mais de 400 nova-iorquinos, distribuídos em 17 comitês. Eles trazem um profundo conhecimento das políticas da cidade – tanto dos acertos quanto dos fracassos. Levaremos em consideração todas essas experiências enquanto construímos uma cidade para cada pessoa”, afirmou o prefeito eleito.
A posição de Mamdani reflete sua plataforma de renovação política e reforma do sistema de justiça criminal, mas contrasta com sua promessa de “virar a página” em relação à antiga liderança democrata de Nova York, já que muitos dos escolhidos também são membros tradicionais do partido.
Segundo o New York Daily News, a defesa de Linen argumentou à época do julgamento que o então jovem artista não teria motivo para cometer os crimes, pois trabalhava como compositor para nomes conhecidos, como Lil' Kim e Mase. Ele também teria músicas previstas para um álbum com artistas como LL Cool J, Busta Rhymes e Q-Tip. Linen, no entanto, foi condenado e cumpriu sete anos, alegando ter sido falsamente acusado.
Izabella Furtado
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