Nesta sexta-feira (20), o Governo do Irã confirmou que restringiu, em todo o país, o acesso à internet, afirmando a necessidade da medida para que os sistemas de defesa possam atuar contra drones lançados por Israel.
A decisão foi tomada para “rastrear e interceptar” artefatos israelenses, de acordo com uma porta-voz do governo iraniano, que confirmou que o apagão cibernético enfrentado pelo país desde a última quarta-feira não é consequência dos ataques israelenses, mas sim resultado de uma ordem das autoridades. “Se necessário, passaremos para a intranet; esta é uma decisão tomada para o bem da nação e a segurança do povo”, destacou o portal de notícias Iran Nuances.
Além da impossibilidade de se conectar a sites fora do país, os VPNs e as redes sociais, como WhatsApp e Telegram, também foram bloqueados. A interrupção da internet ocorreu naquele dia por volta das 13h30, após um intenso ataque israelense a vários locais do país. Na ocasião, as autoridades iranianas afirmaram que seus sistemas haviam sido alvo de ataques cibernéticos e que dois bancos de dados foram comprometidos.
Foi informado que “o Irã foi desconectado da internet global” e que dados em tempo real mostram que a conectividade doméstica permanece em uma porcentagem menor, com apenas alguns usuários conseguindo se conectar via VPNs multi-hop, de acordo com a plataforma NetBlocks, que monitora a conectividade dos usuários e a censura na internet.
Alice Gabrielly
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