Teresina - PI

Acusado alega em audiência que matou Lorrany Thalya por ciúme

A audiência de instrução e julgamento ocorreu na manhã desta quinta-feira (10), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, e foi presidida pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal.

Brunno Suênio
Teresina
Liane Cardoso
Teresina
- atualizado

Audiência de instrução e julgamento de acusado de matar Lorrany

Na manhã desta quinta-feira (10), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, aconteceu a audiência de instrução e julgamento de Antuniel Alves de Sousa, acusado de matar a companheira Lorrany Thalya dos Santos Costa com várias facadas em maio deste ano, no Torquato Neto, zona sul de Teresina. Durante audiência, o suspeito confessou o crime e disse que matou a vítima por "ciúme".

A instrução que começou às 9h15 contou com a participação dos dois policiais que atenderam a ocorrência no dia do crime e que haviam faltado na audiência realizada no mês de agosto deste ano.

Islânia Bastos, cunhada de Lorrany, afirmou que durante a audiência o acusado assumiu a autoria do crime e utilizou o ciúme como argumento. “Infelizmente, o promotor que estava acompanhando o caso, Dr. Regis Marinho, faltou à audiência. Agora, a juíza determinou que precisa de cinco dias para que a promotoria do estado faça as alegações finais para culminar no julgamento do júri popular ou não, mas todas as testemunhas já foram ouvidas”, relatou.

Após o término do prazo para as alegações finais, a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal decidirá se Antuniel Alves de Sousa será levado a Júri Popular pelo crime de feminicídio.

Relembre o caso

Lorrany Thalya, 22 anos, foi assassinada com várias facadas pelo companheiro identificado como Antuniel, de 24 anos, na noite de 3 de maio, dentro de um apartamento no Residencial Torquato Neto IV, na zona sul de Teresina. A vítima foi golpeada em várias regiões do corpo e o acusado foi preso horas depois do crime.

No dia 11 de junho, a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal recebeu denúncia do Ministério Público do Estado do Piauí contra o acusado que se tornou réu pelo crime de feminicídio.

A audiência, que estava marcada para o dia 29 de agosto, chegou a ser iniciada, mas foi adiada porque dois policiais que seriam ouvidos não conseguiram chegar a tempo e já havia outra audiência agendada. Foi então remarcada para o dia 10 de outubro.

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