Política

Flávio Nogueira diz que PDT quer constranger deputados com ameaça

"O partido provocou dizendo que ia expulsar esses deputados que votaram a favor da reforma, depois recuaram, isso traz enorme constrangimento para nós", afirmou Flávio Nogueira.

Andressa Martins
Teresina
Germana Chaves
Teresina
Jeyson Moraes
Teresina
- atualizado

Durante reunião da bancada federal do Piauí na Assembleia Legislativa do Piauí, o deputado federal Flávio Nogueira falou sobre os imbróglios acerca de sua possível expulsão do PDT após ter votado a favor da Reforma da Previdência. Flávio está suspenso da sigla desde o dia 17 de julho.

O deputado disse que a situação é constrangedora para os deputados e que está aguardando a decisão do TSE. Flávio ingressou com ação para deixar o partido sem perder seu mandato. Além do piauiense também recorreram à Justiça Tábata Amaral (PDT), Gil Cutrim (PDT) e Marlon Santos (PDT).

  • Foto: Alef Leão/GP1Flávio NogueiraFlávio Nogueira

“Estou esperando a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Primeiro o partido provocou dizendo que ia expulsar esses deputados que votaram a favor da reforma, depois recuaram, isso traz enorme constrangimento para nós. O remédio então quando você se acha portanto ofendido, você procura a Justiça, e no caso, a Justiça Eleitoral”, afirmou.

Sem liberdade

“Eu nunca pensei em algum dia estar entrando no TSE para que o partido me dê liberdade de eu pensar, de eu ver se eu fico no partido ou não. Não pode ele está reprimindo os deputados e depois com fingimento. Eu fico no partido ou não, me parece que agora o partido recuou, mas eu vou ver depois, eu já entrei no TSE e vou esperar a decisão”, afirmou Nogueira.

Carlos Lupi

Flávio disse que não procurou o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi e avaliou que quem “ofende” é quem deve dar o primeiro passo. “Nessa altura não tem conversa, eu acho que o ofendido não deve procurar. Quem ofende é quem deve reconciliar-se, não houve conversa. Por força de lei eu estou ainda no partido”, continuou.

Não vai ser expulso

O deputado disse que não vai ser expulso da legenda e que vai decidir por conta própria se deixa ou não o PDT. “Eu entrei no tribunal, quando a decisão sair, por exemplo, a favor que eu possa sair, aí eu vou pensar. Mas aí será uma decisão minha, não será alguém que vai expulsar ou alguém que se faz que quer a minha saída do partido e na verdade não quer, quer é reprimir, é me constranger”, finalizou.

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