Polícia

Greco explica como atuavam membros de grupo que explodia bancos

A Polícia Civil prendeu sete pessoas de uma quadrilha responsável por explosões a bancos nos estados do Piauí e Maranhão.

Thais Souza
Teresina
- atualizado

Polícia Civil do Piauí prende grupo que explodia bancos

Em entrevista à imprensa na manhã dessa quarta-feira (20) na sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO), o secretário de Segurança, Fábio Abreu, o delegado geral Riedel Batista e o delegado Gustavo Jung apresentaram detalhes da operação que resultou na prisão de sete pessoas de uma quadrilha responsável por explosões a bancos nos estados do Piauí e Maranhão.

Na ação, deflagrada na zona sul de Teresina, a polícia apreendeu três carros, aparelhos de celular, dinheiro, armas de fogo de pequeno porte e uma grande quantidade de explosivos, fabricados pelos integrantes do bando.

Alvos

Dentre os alvos da quadrilha estão agências bancárias dos municípios maranhenses de Codó e Parnarama, e as agências da Caixa Econômica de Teresina e Timon, sendo a última ação no sul do Piauí, com duas explosões a postos do Bradesco, em Jerumenha e Marcos Parente. O secretário Fábio Abreu ressaltou que as pessoas presas devem responder por outros crimes, como homicídio, isso porque, na agência da Caixa em Timon, uma pessoa morreu vítima da explosão. “Vão responder por homicídio, por tráfico de drogas, vários outros crimes. Em cada município onde houve crime vai haver uma investigação diferente”, declarou.

Fábio Abreu afirmou que o dinheiro roubado pela quadrilha ainda não foi quantificado. “Temos informações de que em algumas instituições [bancárias] eles só tentaram, não conseguiram levar o dinheiro. Em Jerumenha e Marcos Parente não levaram nada. Onde conseguiram mais dinheiro foi em Parnarama e Codó, mas ainda não tenho o montante”, colocou.

O delegado do Greco, Gustavo Jung, explicou como atuava cada integrante do grupo:

Diego Henrique da Silva Moura – Considerado um dos chefes, é quem fabrica os explosivos. Segundo o delegado, Diego já foi preso em 2016, pelo mesmo crime. “Ele foi preso em um assalto em 2016 na agência do Banco do Brasil do bairro São Cristovão”, apontou.

Warlon Tierri de Sousa Pinto – Era o “braço direito” de Diego. “Acompanhava o Diego nessas incursões como homem de confiança”, explicou Jung.

Darlene de Oliveira Lopes Miranda de Aguiar – Proprietária da casa onde foi apreendido o material explosivo, e onde estavam morando Diego e Warlon.

Júlio Cesar Ferreira Lima Filho – Cedia seu veículo para ser utilizado nas ações criminosas.

Kássio Magno Melo Duarte – Proprietário da van que servia de apoio às fugas do grupo.

Antônio Sousa Silva, também conhecido como “Nego Teixeira” ou “Neto Bacelar” – Hacker, Antônio financiava a quadrilha. “Ele estava migrando de hacker, ele é hacker devidamente confesso, para ações contra bancos e estava financiando os crimes. As armas são de sua propriedade”, declarou o delegado.

Cláudio Silvano de Oliveira Lopes de Miranda – Participava diretamente das ações de explosões.

Segundo o delegado geral Riedel Batista, além de atuar diretamente nas explosões, o grupo, que fabricava os explosivos, estava se organizando para distribuí-los para outras quadrilhas. “O Diego tem a técnica de fazer o explosivo com metalon (tubo de aço), então a gente também já desarticula a especialidade de fazer esses explosivos. Ele já vinha recebendo encomendas de outros grupos”, revelou.

Riedel informou ainda que outras pessoas devem ser presas. “Além desses sete presos, que foram autuados em flagrante hoje, temos outras pessoas que deverão ser também indiciadas e possivelmente presas. Coletamos muitas informações de várias ações desse grupo e vamos solicitar as prisões e passar as informações a outras instituições”, finalizou.

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