Política

Maia: Reforma fica para próximo presidente se não votar até fevereiro

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumiu a impopularidade da reforma da Previdência

ANDRESSA MARTINS
DE TERESINA
- atualizado

Nesta quarta-feira (31), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que caso a reforma da Previdência não seja votada em fevereiro, a pauta só será discutida em outro governo.

“Sem a reforma a gente não sabe o que vai acontecer com o Brasil, mas não vou ficar nessa agenda a vida inteira. Não dá para carregar além de fevereiro. Votou em fevereiro, votou. Se não votar vai ficar para depois da eleição, para o próximo presidente”, afirmou.

  • Foto: André Dusek/Estadão ConteúdoRodrigo MaiaRodrigo Maia

O presidente da Câmara reconheceu que o governo ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar a reforma, mas acredita que a situação pode reverter. “Alguns defende que é esse texto ou nada. Acho que se tiver voto com esse ótimo, se tiver voto para outro, bom. Ninguém vai achar que mesmo o próximo governo eleito com força vai fazer uma reforma previdenciária profunda. Não vai fazer”, afirmou.

Apoio da sociedade

Rodrigo Maia ainda comentou sobre a falta de apoio da população para que a reforma seja aprovada. “Vamos conversar com os deputados. Não é o que a gente gostaria, é o que a gente pode. Não adianta sonhar com coisas que não existem. Não há apoio da sociedade para uma reforma ampla que não existe”, explicou.

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