A Prefeitura de Teresina firmou um contrato de R$ 1,3 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para promover a maior reformulação do transporte público da capital nas últimas décadas. O projeto prevê a modernização de terminais e estações, renovação da frota, criação de novos itinerários e ajustes nas linhas existentes, com expectativa de que os principais gargalos do setor sejam solucionados em até cinco anos.
Teresina foi escolhida como prioridade em um estudo nacional que avaliou 21 regiões metropolitanas, devido ao cenário crítico do sistema, utilizado atualmente por apenas 15% da população. O fim da concessão vigente, previsto para 2029, abre espaço para que a nova licitação incorpore os três projetos mapeados pelo BNDES para a capital, incluindo dois corredores de BRT e a extensão do metrô até Timon. A proposta também mira a participação da União por meio de chamadas do PAC.
Durante reuniões com técnicos do banco, especialistas e representantes municipais apontaram a necessidade de reavaliar estruturas existentes que se encontram subutilizadas ou degradadas. Embora o financiamento contemple mais recursos que o necessário, parte da infraestrutura construída nos últimos anos poderá ser reaproveitada, reduzindo custos. Para o BNDES, a reestruturação deve priorizar novas frotas, otimização de linhas e requalificação de estações para tornar o sistema novamente funcional.
O estudo que orienta o projeto prevê que, com os novos eixos de transporte implementados, os ônibus passem a circular com intervalos de até três minutos. Para engenheiros e técnicos envolvidos, o desafio é grande, mas a combinação de novos investimentos, reorganização operacional e revisão da concessão pode recolocar o transporte público de Teresina em um patamar de eficiência que atenda à população de forma adequada.
Caroline Vitorino
Ver todos os comentários | 0 |