Renata Costa, técnica do Atlético Piauiense, foi eleita Profissional de Futebol Feminino de 2025 pelo Prêmio Confut Nordeste, que homenageia pessoas ligadas ao esporte que se destacaram ao longo do ano em diferentes áreas. Sob o comando de Koki, o CAP se consolidou como uma das grandes equipes do futebol feminino nacional nesta temporada, chegando ainda mais forte para 2026.
O Prêmio Confut Nordeste contou com 24 categorias, entre profissionais, clubes e entidades que se destacaram no cenário do futebol nordestino em 2025. Foram contempladas áreas como gestão, marketing, comunicação, categorias de base, futebol feminino, futebol masculino e ações sociais. As indicações foram feitas por especialistas, e a votação também incluiu participação popular, responsável por um terço da nota final.
Pelo Atlético Piauiense, Renata Costa somou 25 jogos, com 18 vitórias, quatro empates e apenas três derrotas, fazendo uma campanha de destaque. Conquistou o título do Brasileirão Série A3, levou a equipe até as oitavas de final da Copa do Brasil, sendo eliminada apenas por um clube da primeira divisão, e fez ótima participação na Copa Maria Bonita, que reuniu algumas das melhores equipes do Nordeste. Além disso, também foi vice-campeã estadual.
Antes do Atlético Piauiense, Renata foi técnica do Atlético Mato-Grossense e do Recanto da Criança, mas sem grande destaque. Também trabalhou como auxiliar técnica no 3B da Amazônia e no Iranduba. Renata Costa, ou Koki, como é conhecida, tem 38 anos e foi uma figura importante na Seleção Brasileira Feminina, sendo convocada para as principais competições a partir de 2003.
Volante de origem, a ex-jogadora também atuou como zagueira e foi bicampeã dos Jogos Pan-Americanos, conquistando o ouro em 2003, em Santo Domingo, e em 2007, no Rio de Janeiro — quando formou uma defesa sólida ao lado de Tânia e Aline, sem sofrer gols.
Renata foi um dos principais nomes defensivos da história recente da Seleção Brasileira e marcou o gol da equipe na estreia da Copa do Mundo de 2007, edição em que o Brasil chegou à final e foi vice-campeão, perdendo para a Alemanha. Iniciou a carreira no Grêmio Maringá e passou por clubes como Botucatu, Santos, Foz Cataratas, Assaí, Osasco Audax, Corinthians e Iranduba, onde encerrou sua trajetória como atleta. No exterior, atuou por FC Rosengård (Suécia), Kubanochka (Rússia) e Odense Boldklub (Dinamarca).
Paulo Vitalino
Ver todos os comentários | 0 |