O jovem João Marcelo Matias Guimarães, de apenas 25 anos, afirmou em entrevista ao GP1 que acredita ter sido confundido com um familiar durante a tentativa de homicídio registrada na última terça-feira (19), na região do bairro Vale do Gavião, zona leste de Teresina.
Atingido por dois tiros na cabeça, sofrendo quatro perfurações, além de ter o braço deslocado, João Marcelo agora enfrenta um longo processo de recuperação e, junto com familiares e amigos, iniciou uma campanha para arrecadar recursos destinados ao tratamento médico.
Ao GP1, o jovem relatou que nunca teve envolvimento com criminalidade e acredita que os criminosos tinham como alvo um familiar dele. “Tenho total convicção de que o alvo dos criminosos era outra pessoa, pois não é a primeira vez que tentam contra a vida desse parente. Eu nunca tive qualquer envolvimento com crime”, afirmou.
Ataque aconteceu após entrevista de emprego
João Marcelo relatou ainda que havia acabado de retornar de uma entrevista de emprego para trabalhar como corretor de imóveis e recebeu a notícia de que havia sido aprovado na seleção após o ataque. “Eu tinha acabado de chegar de uma entrevista de emprego para corretor de imóveis. Quando já estava internado, recebi a notícia de que tinha passado na seleção”, disse.
De acordo com o relato da vítima, ele estava almoçando com a esposa, Maria Luísa Rodrigues da Silva, quando os criminosos invadiram a residência. “Os indivíduos invadiram a casa silenciosamente e me pegaram de costas, já chegaram atirando”, relembrou.
Mesmo ferido, João Marcelo ainda tentou correr em busca de ajuda, mas acabou sendo perseguido pelos suspeitos. “Eles acertaram um tiro na minha cabeça à queima-roupa. Minha esposa segurou o atirador pela camisa e eu consegui correr para a avenida, mas ele foi atrás de mim e atirou novamente na minha cabeça”, relatou.
A esposa dele também foi baleada na perna durante a ação criminosa e recebeu atendimento médico.
Campanha ajuda custear tratamento
Internado e aguardando uma cirurgia de reconstrução facial, João Marcelo contou ao GP1 que não poderá trabalhar neste momento e enfrenta dificuldades financeiras para manter o tratamento. “Não vou conseguir trabalhar por enquanto. A vaquinha vai me ajudar a custear fisioterapias, curativos, remédios e transporte”, afirmou.
Ele também explicou que ficou com paralisia facial após os disparos, apesar de não ter sofrido complicações neurológicas. A campanha solidária foi criada para ajudar no custeio de medicamentos, materiais de curativos e demais despesas médicas durante a recuperação.
Chave PIX para doações
080.994.683-17
João Marcelo Matias Guimarães – PagSeguro
Entenda o caso
Segundo informações do 29º Batalhão da Polícia Militar, dois homens armados chegaram ao local em uma motocicleta vermelha e efetuaram vários disparos contra João Marcelo.
Após ser baleado, ele foi socorrido por populares e encaminhado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Satélite. Em seguida, foi transferido para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
Até o momento, os suspeitos não foram identificados. O caso será investigado pela Polícia Civil do Piauí.
Izabella Furtado
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