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Pré-natal adequado evita gestação de bebês gigantes, diz pediatra da Hapvida

Segundo o pediatra do Sistema Hapvida, Marcelo Dunningham, a média de nascimento no Brasil é de bebês de três quilos e meio.

O bebê de sete quilos que nasceu em Teresina chamou atenção da sociedade e dos médicos para o alerta sobre a importância do pré-natal para a gestação, tanto para a saúde das mães como dos bebês que irão nascer. Segundo o pediatra do Sistema Hapvida, Marcelo Dunningham, a média de nascimento no Brasil é de bebês de três quilos e meio. Ele alerta que a principal causa do nascimento de bebês gigantes é a diabetes gestacional e a maioria por problemas no pré-natal ou pré-natal inadequado.

“Com sete quilos e cinquenta e sete centímetros é raro. Passou de quatro quilos, já são bebês grandes. A principal causa é a diabetes gestacional, que é um distúrbio metabólico e os níveis hiperglicêmicos da mãe acabam fazendo que o bebê cresça mais do que deveria”, explica o pediatra.

O diabetes gestacional pode trazer complicações para a saúde tanto da mulher como do bebê. É caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia) e deve ser detectada pela primeira vez durante a gravidez. Em média em 7% de todas as gestações estão associadas a esta complicação, segundo dados do Sistema Único de Saúde.

Mas o médico do Hapvida alerta para outro aspecto, pois há casos em que é necessário avaliar individualmente cada bebê no sentido de família. “Às vezes, bebês de família muito grande, país com mais de um metro e noventa de altura, famílias de pessoas de estatura maior o bebê nasce grande, aí é a questão genética, por isso tem que fazer uma avaliação de cada casa”, afirma.

Ele lembra que quando o pré-natal não é feito adequadamente não se pode controlar vários problemas, não só o diabetes gestacional. “O pré-natal influencia muito. Quanto melhor o pré-natal, menor a chance de ocorrer problema com esses bebês que nascem acima do peso esperado. Quando controlado geralmente não causa grandes danos à evolução da criança, sendo bem acompanhado pelo pediatra, pelo endocrinologista, a mãe e do bebê fazendo um bom acompanhamento, mas o ideal é a prevenção através de um pré-natal adequado”, finaliza.

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