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Sobrinho acusado de difamar o juiz Washington Luiz diz que agiu durante abalo emocional

Segundo Djalma Correia, a instabilidade emocional comprometeu sua cpacidade de discernimento.

O escritor Djalma Correia da Silva Neto, sobrinho do juiz Washington Luiz Gonçalves Correia, do Tribunal de Justiça do Piauí, encaminhou nota ao GP1 nesta sexta-feira (10), como direito de resposta à matéria intitulada “Sobrinho é indiciado após ameaçar e atacar o juiz Washington Luiz nas redes sociais”. Ele afirma que praticou os atos durante um momento de abalo emocional.

Segundo Djalma Correia, todas as declarações proferidas contra o tio magistrado e sua esposa se deram nesse contexto de instabilidade emocional, que teria comprometido sua capacidade de discernimento.

Foto: Reprodução/Acervo PessoalDjalma Correia da Silva Neto
Djalma Correia da Silva Neto

“Os acontecimentos se deram em um contexto de significativo abalo emocional, agravado por episódios de ansiedade, medo e sensação de vulnerabilidade, os quais impactaram diretamente minha capacidade de discernimento naquele momento. Tal condição, embora não justifique eventuais excessos, é elemento relevante para a compreensão do ocorrido, que não reflete minha verdadeira conduta ou personalidade”, diz a nota.

Djalma manifestou arrependimento em relação ao episódio mencionado na reportagem. “Reconheço que manifestações realizadas em ambiente digital ultrapassaram os limites do razoável, sendo inadequadas e incompatíveis com os princípios que sempre nortearam minha conduta. Por isso, registro meu sincero arrependimento quanto à forma empregada, reafirmando que não houve intenção deliberada de atingir a honra de terceiros”, frisou.

Leia a nota na íntegra:

Nos termos do artigo 5º, incisos V e X, da Constituição Federal, que asseguram o direito de resposta proporcional ao agravo, bem como a inviolabilidade da honra, da imagem e da dignidade da pessoa humana, venho, de forma respeitosa e responsável, apresentar esclarecimentos acerca dos fatos recentemente divulgados envolvendo minha pessoa.

Inicialmente, cumpre destacar que os acontecimentos se deram em um contexto de significativo abalo emocional, agravado por episódios de ansiedade, medo e sensação de vulnerabilidade, os quais impactaram diretamente minha capacidade de discernimento naquele momento. Tal condição, embora não justifique eventuais excessos, é elemento relevante para a compreensão do ocorrido, que não reflete minha verdadeira conduta ou personalidade.

Ressalto que fui criado em ambiente familiar estruturado, pautado por valores éticos, respeito e formação intelectual. Meu avô, figura central em nossa história familiar, sempre foi reconhecido por seu perfil altamente pacífico, íntegro e intelectual, sendo inclusive homenageado institucionalmente, tendo seu nome atribuído à Loja Maçônica Mestre Djalma Correia da Silva nº 43, bem como reconhecido em logradouro público na capital, evidenciando sua relevância moral e social. Sua trajetória representa um verdadeiro símbolo de princípios, valores e contribuição à sociedade.

No mesmo sentido, destaco que o referido ente familiar, homem íntegro, de notória capacidade intelectual, graduado em instituição pública de ensino superior, construiu sólida trajetória na magistratura, sempre pautado pela dedicação aos estudos, à justiça e ao serviço público. Sua atuação sempre foi motivo de respeito entre colegas de profissão, juristas e operadores do Direito, sendo reconhecido por sua postura ética e intelectualidade.

Sempre mantive convivência próxima e contínua no núcleo familiar, participando desde a infância de almoços, jantares e encontros na residência do referido familiar, ao lado de meu pai, Marcos Venícios Gonçalves Correia, consolidando um vínculo sólido, respeitoso e duradouro. Trata-se de uma relação construída ao longo de toda uma vida, o que reforça o caráter absolutamente atípico dos acontecimentos narrados.

No período dos fatos, encontrava-me sob forte pressão psicológica, decorrente da percepção de ameaças e de um ambiente de insegurança que, na minha compreensão à época, poderiam estar relacionadas indiretamente à atuação profissional no âmbito da magistratura, especialmente na esfera criminal, que lida com temas sensíveis como criminalidade organizada e interesses diversos.

Tal cenário gerou em mim um estado de alerta constante, afetando drasticamente minha qualidade de vida, meu equilíbrio emocional e minha percepção da realidade, levando-me a adotar comportamentos que não condizem com minha trajetória pessoal, social e profissional.

Registro que, diante desse contexto, busquei apoio e proteção estatal, na tentativa de preservar minha integridade psicológica e segurança, não tendo, contudo, recebido a atenção que entendi necessária naquele momento de fragilidade.

Nesse aspecto, ressalto, de forma respeitosa, a importância de uma reflexão institucional acerca da necessidade de maior atenção às varas criminais, especialmente no que diz respeito ao suporte não apenas aos magistrados, mas também às suas famílias, incluindo assistência psicológica, médica e medidas de segurança, considerando os riscos indiretos que podem atingir o núcleo familiar em razão da natureza das demandas enfrentadas.

Reconheço que manifestações realizadas em ambiente digital ultrapassaram os limites do razoável, sendo inadequadas e incompatíveis com os princípios que sempre nortearam minha conduta. Por isso, registro meu sincero arrependimento quanto à forma empregada, reafirmando que não houve intenção deliberada de atingir a honra de terceiros.

No âmbito pessoal e profissional, possuo formação em Gestão de Recursos Humanos, formação jurídica até o décimo período pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), além de pós-graduação em Docência do Ensino Superior. Atuo como administrador, pesquisador e empreendedor, mantendo participação ativa em ambientes acadêmicos e jurídicos.

Minha trajetória é marcada por convivência social sólida e respeitosa, com vínculos duradouros em diversas localidades do país, incluindo Teresina, Brasília e Rio de Janeiro, além de relações estabelecidas no exterior.

Cumpre esclarecer que, em estrita observância às determinações judiciais vigentes, abstenho-me de qualquer manifestação que possa ser interpretada como descumprimento de ordem judicial, reafirmando meu absoluto respeito às instituições e ao Poder Judiciário.

Reitero meu compromisso com a legalidade, com a ética e com a reconstrução responsável da minha imagem, certo de que os fatos serão analisados à luz dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana.

Por fim, reafirmo que o episódio em questão é pontual, decorrente de um contexto excepcional de abalo emocional, não refletindo minha história, meus valores nem a formação familiar sólida, ética e intelectual que sempre me orientou.

Acrescento, ainda, que mantenho vínculos acadêmicos e pessoais relevantes com a cidade de Fortaleza, onde desenvolvi parte significativa da minha formação jurídica, o que contribuiu para minha construção intelectual e profissional.

Identifico-me como Djalma Correia da Silva Neto, reafirmando que toda a presente manifestação é realizada em caráter pessoal, responsável e em observância às garantias constitucionais, sem qualquer intenção de descumprir determinações judiciais vigentes, inclusive no que se refere à abstenção de menção nominal em redes sociais.

No tocante à referência familiar, registro que o ente familiar mencionado, titular de vara criminal, com longa trajetória dedicada à magistratura, sempre foi reconhecido por sua dedicação aos estudos, à função jurisdicional e ao Direito, sendo figura de respeito no meio jurídico.

Ressalto, por fim, que a presente manifestação tem natureza exclusivamente defensiva e de exercício de direito constitucional de resposta, não tendo qualquer intenção de descumprir medidas judiciais vigentes, as quais sigo respeitando integralmente.

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