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Lucile Moura depõe na Polícia Federal sobre denúncias de corrupção na Emgerpi

O repórter José Saraiva do GP1 conversou no início da noite desta quinta-feira (23) com o superintendente da PF no Piauí, Renovato Dias.

A ex-presidente da Empresa de Gestão de Recursos do Piauí, Lucile Moura (FOTO) prestou depoimento no final da tarde desta quinta-feira (23), na Superintendência da Polícia Federal do Piauí, sobre as denúncias de corrupção na Emgerpi que foram feitas pelo ex-servidor daquela empresa, Jaylles Fenelon. Lucile Moura também foi ouvida sobre o caso da prisão do soldado Alan Aléssio Araújo Cruz e do cinegrafista João Batista, que foram presos no último dia 16 quando estavam rondando a casa de Jaylles Fenelon, no conjunto Morada Nova, na Zona Sul de Teresina-PI.

O Superintendente da Polícia Federal no Piauí, delegado Eriosvaldo Renovato Dias(FOTO) informou à reportagem do GP1 que a ex-presidente da Emgerpi, Lucile Moura não esclareceu nada no seu depoimento hoje à tarde quanto às denúncias de corrupção na Emgerpi, feitas por Jaylles Fenelon. O Superintedente Renovato Dias disse que com relação às prisões do soldado Alan e do cinegrafista João, que foram efetuadas pela Polícia Federal, acusados de estar rondando a casa de Jaylles, a ex-presidente Lucile Moura também não esclareceu nada.

O depoimento de Lucile demorou mais de uma hora, mas segundo o superintendente da PF, nada ficou esclarecido. Renovato Dias adiantou ao GP1, que, como Lucile não esclareceu as perguntas que foram feitas pelo delegado Fernando, ela será novamente convocada para prestar um novo depoimento na Polícia Federal, em data ainda ser marcada. O delegado Fernando ouviu a ex-presidente da Emgerpi, porque o delegado Alexandre Uchoa, responsável pelo inquérito, se encontra doente. Lucile Moura também não soube informar nada sobre o chefe da segurança da Emgerpi, Marcos Aurélio que foi acusado de ter sido o homem que contratou o soldado Alan e o cinegrafista João Batista para seguir os passos de Jaylles Fenelon. Marcos Aurélio está com prisão decretada pela Justiça Federal do Piauí e até o momento, continua foragido. Ele fugiu depois que a PF prendeu o soldado Alan e o cinegrafista João, no último dia 16, quando ambos estavam rondando a casa de Jaylles. A Federal encontrou com Alan, um revólver calibre 38, sem registro e apreendeu com o cinegrafista João, uma filmadora.

O estudante do curso de direito, Jaylles Fenelon ocupou cargo comissionado na Emgerpi, de onde foi demitido e decidiu denunciar ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal e na Assembléia Legislativa, corrupção que estaria ocorrendo na Empresa de Gestão de Recursos do Piauí, na gestão da ex-presidente Lucile Moura. O caso está sendo apurado pela Federal, por determinação do Procurador da República, Antônio Cavalcante Júnior.

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