O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) foi indicado, nessa terça-feira (18), para ser relator do PL Antifacção, após a aprovação do projeto de lei que endurece as regras para o combate às facções criminosas.
A votação na Câmara dos Deputados terminou com 370 votos favoráveis e 110 contrários, configurando uma derrota significativa para o Governo Lula, que tentou barrar as alterações propostas pelo deputado federal e secretário de Segurança licenciado de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP).
O Projeto de Lei 5.582/2025 define o conceito penal de facção criminosa, aumenta punições e adota novos mecanismos para reforçar as investigações e reprimir crimes ligados a essas organizações. O senador, que já foi delegado e atualmente é relator da CPI do Crime Organizado, assumirá a responsabilidade de avaliar o texto no Senado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), elogiou Alessandro Vieira, durante o anúncio de seu nome para o papel de relator. "O senador tem uma longa carreira jurídica e na polícia judiciária do estado de Sergipe. Tem uma grande experiência como profissão, mas agora também como legislador e senador da República. Também tem na sua agenda pessoal a proteção aos brasileiros contra o crime organizado", disse Alcolumbre.
Alguns nomes, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sergio Moro (União Brasil-PR), expressaram interesse em relatar o projeto, porém Alcolumbre justificou a escolha de Alessandro como uma estratégia para preservar o texto de influências ideológicas e manter a defesa dos interesses da sociedade. Senadores como, Daniella Ribeiro (PP-PB) e Eduardo Braga (MDB-AM), declararam apoio à indicação feita por Alcolumbre publicamente.
O líder do Governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), elogiou a escolha. "Certamente, Alessandro construirá um instrumento efetivo e concreto de combate ao crime organizado", disse.
Tandryanny Santos
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