Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na última segunda-feira (24) que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro configura um desfecho inevitável. Em sua fala, ele pontuou que a violação da tornozeleira apenas antecipou uma decisão que estava consideravelmente decidida pela Corte.
“Todos esperávamos o trânsito em julgado da decisão para o cumprimento da sentença. Houve esse episódio e a decretação da prisão preventiva apenas antecipou, talvez em dias ou semanas, a implementação da ordem”, disse o ministro em uma entrevista ao UOL.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Gilmar ainda afirmou que a primeira turma do STF vai definir o local e a forma de cumprimento da pena de Bolsonaro. Ele também informou que peritos devem analisar tecnicamente a situação da saúde do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro argumenta que o estado de saúde dele é preocupante e precisa de cuidados especiais. Os advogados apontam risco clínico pedem condições especiais de custódia.
Na manhã do último sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao chegar na sede da PF, foi identificada uma violação na tornozeleira eletrônica que Bolsonaro usava, ele informou que por curiosidade utilizou um ferro de solda quente no dispositivo.
Lilian Aragão
Ver todos os comentários | 0 |