A procuradora do Estado de Roraima Rebeca Ramagem afirmou ter sido surpreendida por um mandado de busca e apreensão enquanto embarcava em um voo no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Segundo ela, agentes retiraram suas malas da aeronave e apreenderam dispositivos eletrônicos, tudo diante das duas filhas que a acompanhavam. Rebeca destacou que não responde a processos nem figura em qualquer investigação oficial.
Em nota publicada nas redes sociais, ela classificou o episódio como uma ação sem fundamento jurídico e motivada apenas por sua relação com o deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão em processo relativo a um suposto plano golpista. A procuradora afirmou que considera a medida uma violação injustificável e incompatível com o que entende como garantias constitucionais.
No desabafo, Rebeca também criticou a atuação de membros do STF e alegou enxergar um cenário de excessos institucionais. Ela disse acreditar que decisões recentes têm rompido parâmetros legais e defendeu a necessidade de restabelecer o que chamou de “normalidade constitucional” como forma de proteger direitos fundamentais e evitar novos abusos.
A situação ocorre enquanto Alexandre Ramagem permanece fora do país, sendo atualmente tratado pelo STF como foragido. Paralelamente, a Câmara dos Deputados adotou restrições ao voto remoto por parlamentares no exterior, o que pode impactar a permanência de Ramagem no cargo no futuro. A Polícia Federal foi procurada para comentar o episódio relatado por Rebeca, mas ainda não se pronunciou.
Caroline Vitorino
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