Diego Garcia (PL-SP), relator do processo contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, decidiu votar pela rejeição à cassação da parlamentar nesta terça-feira (02), afirmando que não encontrou provas de que ela tenha ordenado a invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
A deputada foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por supostamente ter participado de um esquema para inserir documentos falsos na base do CNJ junto do hacker Walter Delgatti Neto. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda a condenou à perda de mandato, mas o cumprimento depende da Câmara.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
“Eu analisei toda a ação e todos os documentos no qual tive acesso e o que encontrei foram suspeitas, mas não há certeza de que a deputada tenha ordenado as invasões”, afirmou Diego Garcia em coletiva de imprensa.
A decisão definitiva pela cassação ou não do mandato de Carla Zambelli ainda depende de votação pelos integrantes da CCJ. Se o colegiado aprovar o relatório, o caso seguirá para o plenário da Câmara, onde serão necessários 257 votos para confirmar a decisão.
A defesa da deputada tentou anular a condenação alegando cerceamento de defesa pela falta de acesso a todos os arquivos apreendidos com Delgatti, mas o recurso foi negado. Embora o STF tenha decretado a perda do mandato sem a necessidade de manifestação da Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou que o caso fosse analisado pelos deputados.
Carla Zambelli está presa em Roma, na Itália, desde o mês de julho deste ano, após deixar o Brasil antes da confirmação definitiva da condenação no STF, o que levou à sua inclusão na lista vermelha da Interpol. Ela aguarda os trâmites do pedido de extradição feito pelo governo brasileiro.
Lilian Aragão
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