Na manhã desta quarta-feira (25), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reagiu à tentativa de integrantes do Palácio do Planalto de responsabilizá-lo pela votação que derrubou o decreto do IOF na Câmara dos Deputados.
Na noite de terça-feira (24), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), surpreendeu a todos ao anunciar, em sua conta na rede social X, que colocaria em votação, no dia seguinte, a proposta para derrubar o decreto do IOF.
Integrantes da Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo, avaliaram que a entrevista de Haddad à TV Record na terça-feira pode ter influenciado a decisão da Câmara.
Na entrevista, Haddad criticou o projeto que aumenta o número de deputados de 513 para 531. A proposta, já aprovada pela Câmara, será votada nesta quarta-feira pelo Senado. “Nenhum aumento de gasto é bem-vindo”, afirmou o ministro.
Ministro defende decreto
Ainda nesta quarta, Fernando Haddad defendeu o decreto que reajusta as taxas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que corre risco de ser derrubado pela Câmara dos Deputados.
“O decreto do IOF corrige uma injustiça: combate a evasão de impostos dos mais ricos para equilibrar as contas públicas e garantir os direitos sociais dos trabalhadores”, escreveu Haddad em sua conta na rede social X.
Apesar de o reajuste ter sido revisado, a elevação das alíquotas do IOF não foi bem recebida pelos setores do mercado financeiro e por parlamentares. O PDL segue avançando na Câmara dos Deputados.
Alice Gabrielly
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