Fechar
GP1

Política

Deputado Eduardo Bolsonaro tem dados vazados e troca de número

“No mesmo dia que foi publicado o relatório da Polícia Federal com o meu indiciamento, coincidentemente”.

Nesta segunda-feira (25), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) relatou em sua rede social X que trocou de número após receber mensagens ofensivas e de deboche. Ele informou que seus dados pessoais haviam sido vazados publicamente.

“No mesmo dia em que foi publicado o relatório da Polícia Federal com o meu indiciamento, coincidentemente, vazaram meu número de celular”, diz a publicação.

Foto: Mario Agra / Câmara dos DeputadosEduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro

Eduardo ainda relacionou o sequestro de sua mãe e seus avós, que ocorreram no fim de semana, ao chamado por ele “vazamentos seletivos” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eduardo é acusado de interferir investigações

Como parte da suposta tentativa de golpe de Estado, Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos, foi indiciado. Ele teria promovido, de acordo com a Polícia Federal, articulações para pressionar autoridades brasileiras e aplicar sanções, visando interferir no processo, mesmo no exterior.

Em maio, a apuração começou por ordem de Alexandre de Moraes. Juntamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao jornalista Paulo Figueiredo e ao pastor Silas Malafaia, Eduardo buscou influenciar, conforme aponta o relatório final, a Ação Penal 2.668, que está relacionada à tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

O grupo teria, segundo a PF, mirado instituições democráticas, principalmente o STF e o Congresso Nacional, para favorecer interesses próprios. Com o objetivo de alterar decisões, os investigados teriam tentado pressionar o Judiciário, a Câmara e o Senado.

De acordo com o relatório, as tentativas de persuadir parlamentares a aprovar anistia e afastar ministros do Supremo por supostos crimes de responsabilidade, estavam entre as ações. Como tentativa de limitar o funcionamento do Legislativo e influenciar o Judiciário, o documento cita ameaças de sanções aos presidentes da Câmara e do Senado.

Enviado ao ministro Alexandre de Moraes, o material deve ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República. Será decidido, pelo procurador-geral Paulo Gonet, se vai oferecer denúncia, requisitar novas investigações ou pedir o arquivamento.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.