No auge das discussões sobre a criação de um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF), a filha e o genro de Edson Fachin, presidente do STF, fecharam o escritório de advocacia onde atuavam no Paraná. Melina Fachin e Marcos Gonçalves não tinham vínculo profissional com a Corte.
A iniciativa de estabelecer um código claro sobre a conduta dos ministros é defendida por Fachin, mas há divergências internas, principalmente após o recente escândalo envolvendo o Banco Master.
Em nota, os sócios declararam que: “Após décadas de atividade conjunta na sociedade Fachin Advogados, seus sócios fundadores decidiram seguir caminhos próprios, preservando a mesma dedicação, excelência técnica e compromisso ético que sempre marcaram sua trajetória. Com apreço e respeito mútuos, cada profissional dará continuidade à sua atuação de acordo com novos projetos e áreas de especialidade”.
A criação de um código de ética busca estabelecer parâmetros semelhantes aos já adotados por Cortes constitucionais de países como Estados Unidos e Alemanha. A proposta sugere a proibição de atuação em processos envolvendo clientes ligados a familiares de magistrados.
Lilian Aragão
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