O senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), negou ter qualquer relação atual com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo as investigações, o parlamentar teria recebido vantagens financeiras para defender interesses da instituição no Congresso, acusação rejeitada por Wagner.
O senador afirmou que sua relação com Vorcaro foi limitada a contatos ligados ao empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro. Wagner também disse ter sido contrário à chamada “Emenda Master”, apontada pela PF como uma das medidas que beneficiariam o banco, afastando qualquer participação em articulações para atender interesses privados.
Sobre os valores de US$ 55 mil e 33 mil euros encontrados em espécie durante a operação, o parlamentar afirmou que os recursos têm origem legal, provenientes de diárias do Senado e da compra de moeda estrangeira para viagens realizadas desde 2019. Ele também negou ter recebido pagamentos de empresas ligadas ao Banco Master.
A investigação ainda cita uma negociação envolvendo um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,4 milhões. Wagner negou que o imóvel tenha sido recebido como propina e afirmou que se tratou de uma negociação privada com Augusto Lima para ajudar a filha na aquisição do imóvel.
O senador revelou ainda que recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que manifestou solidariedade e confiança em sua permanência na liderança do governo no Senado. Wagner negou ter intermediado encontros entre Lula e Vorcaro, afirmou que continuará candidato à reeleição e declarou que todo o seu patrimônio está devidamente registrado em suas declarações de Imposto de Renda (IR). As declarações foram feitas durante uma entrevista para a BandNews TV.
Lilian Aragão
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