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Ex-presidente da CBF, José Maria Marin morre aos 93 anos em São Paulo

O ex-dirigente faleceu na madrugada deste domingo (20), no Hospital Sírio-Libanês após passar mal.

Morreu na madrugada deste domingo (20), aos 93 anos, José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O ex-mandatário faleceu em São Paulo, após passar mal em casa e ser internado no Hospital Sírio-Libanês, que não revelou o motivo de sua morte. O ex-dirigente já estava com a saúde debilitada desde 2023, após sofrer um acidente vascular cerebral.

Marin presidiu a CBF de 2012 a 2014, assumindo o comando após a renúncia de Ricardo Teixeira.

Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilJosé Maria Marins, ex-presidente da CBF
José Maria Marins, ex-presidente da CBF

Antes do futebol, José Maria Marin construiu sua carreira na política. Advogado de formação, o ex-dirigente foi vereador e deputado estadual por São Paulo entre as décadas de 1960 e 1970. Além disso, também foi vice-governador de Paulo Maluf nos anos 1980, assumindo o governo entre 1982 e 1983, após a renúncia de Maluf para disputar as eleições. Durante esse período, Marin tornou-se presidente da Federação Paulista de Futebol.

Polêmicas

Seu mandato na entidade foi marcado por polêmicas. Ele foi preso em 2015, durante uma operação em Zurique, na Suíça, acusado de receber US$ 6,5 milhões em propinas ligadas a contratos de marketing e transmissões de eventos da CBF, após uma investigação de corrupção na FIFA. O ex-mandatário foi julgado e condenado nos Estados Unidos, sendo libertado em 2020, durante a pandemia de coronavírus, e retornou ao Brasil.

Outro caso emblemático envolvendo Marin ocorreu em 2012, dois meses antes de assumir a presidência da CBF. Durante a premiação do Corinthians, após a conquista da Copinha, ele foi flagrado colocando na bolsa a medalha de um dos jogadores do Timão. A Federação Paulista afirmou que o objeto já estava destinado ao dirigente, mas o atleta acabou ficando sem a medalha durante a comemoração, recebendo-a apenas após a festa.

Sob seu comando na CBF, foi inaugurada a nova sede da entidade no Rio de Janeiro, batizada com seu próprio nome. No entanto, a fachada com o nome de Marin foi retirada por seu sucessor, Marco Polo Del Nero, após o escândalo de corrupção. No mandato seguinte, de Rogério Caboclo, a placa de batismo do prédio no interior da sede, que ainda levava o nome de Marin, foi substituída por "Casa do Futebol Brasileiro".

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