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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Juíza notifica Ministério Público sobre acordo com diretor do Hospital São Marcos

O Ministério Público havia denunciado o diretor, por suspeita de apropriação indevida de recursos da FMS.

A juíza Lisabete Maria Marchetti, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Teresina, determinou a notificação do Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI), para que apresente manifestação sobre a possibilidade de celebrar Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o diretor-geral do Hospital São Marcos, Gustavo Antônio Barbosa de Almeida, no processo que apura possível apropriação indevida de R$ 31 milhões da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Em decisão proferida no dia 4 de setembro, a magistrada determinou a remessa dos autos ao órgão Superior do Ministério Público, para análise sobre um possível acordo.

Foto: Lucas Dias/GP1Hospital São Marcos em Teresina
Hospital São Marcos em Teresina

Segundo a denúncia do promotor de Justiça José Eduardo Carvalho Araújo, os recursos da FMS teriam sido apropriados de forma indevida em esquema envolvendo gestores e ex-gestores ligados à Associação Piauiense de Combate ao Câncer Alcenor Almeida (APCCAA), mantenedora do Hospital São Marcos, através dos contratos com a rede pública de saúde da capital.

De acordo com o órgão ministerial, entre 2016 e 2024 o Hospital São Marcos recebeu a mais a quantia de R$ 31.027.521,41 (trinta e um milhões, vinte e sete mil, quinhentos e vinte e um reais e quarenta e um centavos). Esse excedente foi repassado por falhas nos descontos de parcelas de empréstimos contratados, tendo como garantia os repasses do Fundo Nacional de Saúde (FNS), administrados pela FMS.

A investigação indica que os valores foram desviados por meio de fraudes contratuais e movimentações financeiras irregulares, causando grave prejuízo aos cofres públicos.

Rapidinhas

Advogados em pânico tentam se livrar de dossiê falso

Uma fonte revelou à Coluna que advogados que receberam e compartilharam o arquivo com um dossiê falso contra dois juízes e um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí trataram que se livrar de possíveis elementos que pudessem prejudica-los, logo após a deflagração da Operação Vice-Cônsul, capitaneada pelo delegado Tales Gomes.

Foto: Alef Leão/GP1Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Piauí
Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Piauí

Três profissionais da OAB Piauí já foram alvos de mandados de busca e apreensão (Henrique Martins Costa e Silva, Flávio Almeida Martins e Juarez Chaves de Azevedo Júnior) e outros profissionais estão sendo intimados a prestarem esclarecimentos para a Polícia Civil. Teve até jornalista e músico sendo ouvido.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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