A Fazenda Nacional ingressou com uma ação de execução fiscal contra a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, Flora Izabel, visando a cobrança de R$ 249.523,15 em impostos de renda não pagos. O débito original somava R$ 196.711,08, mas com multas e juros alcançou o montante atual de quase R$ 250 mil. A ação tramita na 4ª Vara Federal de Execução Fiscal da Seção Judiciária do Piauí.
Os documentos aos quais o colunista teve acesso, mostram que a conselheira tentou negociar o débito em 2020 e 2022, realizando pagamentos parciais que totalizaram cerca de R$ 150 mil. Porém, em julho de 2025 houve rescisão do parcelamento, levando a União a protocolar o protesto da dívida no valor de R$ 225.203,02. A petição inicial da execução fiscal foi protocolada em 09 de dezembro de 2025, e tem como base o processo administrativo e a inscrição na Dívida Ativa. O procurador da Fazenda Nacional responsável pela ação é Euclides Sigoli Junior.
É, no mínimo, irônico que uma figura com a responsabilidade de fiscalizar as contas públicas e a gestão orçamentária do estado e municípios esteja, ela própria, inadimplente com o Fisco federal. A dívida em questão, refere-se a débitos apurados nos anos-base de 2008 a 2011, período em que Flora Izabel já ocupava posição de destaque na vida pública piauiense e exercia o mandato de deputada estadual.
A conselheira foi notificada e pode regularizar o débito pelo portal Regularize da PGFN, mas corre o risco de penhora de bens via sistema SISBAJUD caso não o faça.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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