A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS) de Teresina transformou a fiscalização de trânsito em máquina arrecadadora. Com 152.249 autuações por câmeras online e R$ 55 milhões em multas em 2025, a autarquia demonstra eficiência apenas em cobrar infrações. O problema? A cidade continua com trânsito caótico e inseguro, sugerindo que a tecnologia de vigilância não modifica comportamento, apenas pune economicamente.
A infração mais frequente continua sendo o tráfego em faixas exclusivas, um padrão persistente que questiona a efetividade real da fiscalização. As 11.975 abordagens em blitz, somadas às câmeras espalhadas pela cidade, revelam um sistema que identifica infrações, mas não consegue preveni-las. Os condutores infratores tratam multas como custo operacional tolerável, não como incentivo para mudança comportamental.
Os R$ 55 milhões arrecadados deveriam ser a pergunta central no debate público: para onde vai esse dinheiro? A arrecadação sugere prioridade financeira sobre prevenção real e educação para o trânsito.
Teresina paga caro por um trânsito que segue perigoso e desordenado. A cidade não precisa de mais multas; precisa de respostas sobre por que continua financiando um sistema que fracassa em sua função primária: garantir segurança viária.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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